
Faculdade Fátima
quarta-feira, 17 de março de 2010 09:24
Falar de ética nos dias atuais não é tarefa fácil. Muitos exemplos negativos nos são apresentados quase que diariamente, demonstrando atitudes antiéticas e até mesmo anti-sociais. Entretanto, a ética não pode estar em extinção. De fato, o senso comum, cada vez mais, rejeita a idéia de termos uma sociedade efetivamente moral e preocupada com a coletividade, no sentido de fazer a vida das pessoas mais confortável. Os gregos já refletiam sobre a ética há muito tempo, cerca de 400 anos antes do nascimento de Cristo. Essencialmente, podemos retirar de Platão e Aristóteles, filósofos da época, o desejo de criarmos uma organização social (polis) ética e feliz. Aliás, para os gregos antigos, essas duas palavras são inseparáveis. Isto é, para uma coletividade ser feliz, ela necessita ser também ética. Assim, a ética deve nascer de cada indivíduo (moral) que deve esforçar-se plenamente para promover a felicidade nas pessoas que o rodeiam. Desta forma, ser feliz consistiria em participar de uma coletividade preocupada com a moral (individual) e conseqüentemente com a ética (coletiva) na medida em que as pessoas estivessem dedicadas em transformar, melhorar, confortar a vida de outras pessoas, em quantidade maior possível. A felicidade pessoal surge quando as ações em prol do outro são sentidas por todas as pessoas individualmente, sendo uma espécie de resultado do esforço inicial. Todavia, é plausível que nos questionemos: qual é o nosso esforço em relação à coletividade a qual estamos inseridos? Realmente estamos preocupados com as pessoas que nos cercam, ou apenas acordamos todas as manhãs tentando encontrar a felicidade pessoal e intransferível? A área da saúde deve estar permanentemente em busca do conforto coletivo. Não basta deter a técnica, que é um dos conhecimentos fundamentais para a plenitude do processo de fazer alguém feliz. Temos que buscar entender o ser humano como complexidade única. Procurar entender que uma atitude simples como um cumprimento pode mudar a saúde do paciente tanto para melhor, quanto para pior. Talvez, um dos grandes papéis do Nutricionista seja, além de cuidar da saúde, propagar o senso de promoção coletiva de felicidade. Como? Através de um bom atendimento aos pacientes, adequada orientação técnica e, além disso, gostando intensamente do ser humano - detentor do poder de transformar uma sociedade caótica em uma coletividade plenamente feliz.
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